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Das notas às músicas que ecoam na zona 5

Das notas às músicas que ecoam na zona 5

Das notas às músicas que ecoam na zona 5
Escola de Música Fábio Alencar tem parceria com músicos de renome e está envolvida em projetos sociais para crianças
“Em tudo há música” Esse é o lema da Escola de Música Fábio Alencar. Hoje com quatro endereços, a instituição teve início há 10 anos na Zona 5. Quando surgiu a região já era conhecida como Maringá Velho.
Morador do bairro, Fábio Alencar, 38, já dava aulas e a necessidade de abrir a escola surgiu quando a procura passou a ser tão grande que chegava a ter fila de espera. “A qualidade de ensino, trabalho, estrutura e o atendimento diferenciado acabaram me destacando e, assim, começamos a escola de música. E quem dá o apoio é a mulher dele, Fabiana Pereira, 36, coordenadora geral e gerente de mídias sociais da escola.
O contato com músicos consagrados estimula o aprendizado
O amor pela música nasceu aos 13 anos com o primeiro instrumento de Alencar: um violão. Com formação em Conservatório de Violão Popular, Erudito e Guitarra, a vontade de aprender não acabou. “A minha dedicação e vontade em tocar sempre me levaram a estudar e a conhecer o universo da música cada vez mais”, afirma.
A escola tem parceria, desde 2011, com Ricardo Confessori, ex-baterista das bandas de power metal progressivo Angra e Shaman. Confessori administra workshops na escola. O contato com músicos consagrados tem como objetivo estimular o aprendizado e continuidade do aluno na área musical. “Todo conhecimento de banda, estúdio, turnês nacionais e internacionais, gravação de CDs, DVDs, participação em festivais nacionais e no mundo inteiro, enfim tudo que um músico profissional almeja, o Ricardo Confessori já fez”, conta.
A escola também já trouxe Emmanuel Bach, de Curitiba, formado pela Berklle University, em Boston, (EUA), considerada uma das melhores universidades de música do mundo, entre outros músicos de renome.
Desde 2013 a escola trabalha com o projeto social de musicalização e aprendizado de violão no Abrigo Deus Cristo de Caridade, ensinando crianças e adolescentes que não têm condições financeiras de entrar em um conservatório. O projeto atende as famílias de mulheres que são ex-dependentes químicas. “Um projeto bem bacana que preza pela estruturação familiar e todas as suas bases”, explica Alencar.
O corretor de seguros Robson Aceti, 30, estuda violão há um ano na escola, sempre teve vontade de aprender, mas nunca dava continuidade às aulas que começava. Conheceu a escola pelo filho, que praticava violão, e resolveu fazer novamente. Aceti define a aula como terapia, pois “conversam mais que praticam”, brinca, “ele [Fábio Alencar] conhece muito história de música.”
A jornalista Nathalia Leinig, 35, conta que começou há nove meses as aulas de violão para poder tocar rock na roda de amigos e família. “Gosto muito de rock e é difícil ir nos lugares e ouvir o gênero que eu gosto. A maioria do pessoal aprende para tocar sertanejo”, brinca Nathalia.
http://www.jornalmateriaprima.com.br/2015/09/das-notas-as-musicas-que-ecoam-na-zona-5/